A arte de gostar: das festas simples

- A arte de gostar

Quando o assunto é festas, gosto das coisas bem mais simples.

Reporto-me às festas da minha infância. Não as fazíamos com o propósito de serem grandiosas, um espetáculo. As festas aconteciam como uma saída temporária de nossos cantos íntimos. E dá-lhe arranjar espaços para estar com os outros! Casa apertada e gente amontoada no coração em festa.

Pois é isso que significam: concelebrar. Sim, porque independente de todos os acessórios e aparatos necessários à celebração, vale mais a companhia daqueles que realmente nos querem bem.

Daí que prefiro festas simples como uma tentativa de deixar o impessoal de fora do esquema. Afinal, festa são as pessoas. As risadas misturadas à conversa à toa. O entusiasmo contagiando o ambiente. A alegria que se pega no ar, que não queremos que vá, tá cedo. O sorriso alargando-se por reconhecer o que é familiar.

Festa é o que é de nosso convívio. Coisa de manos e chegados. Com hora marcada, para bem receber.  Mas, avisa lá o tempo de que, por antecipação,  estamos em festa há semanas!

Poderia ser um dia qualquer, mas aqui estamos nós para torná-lo diferente. A festa mal começou,  e já o dia é feliz e nos visita. Portas e janelas abertas de sol, de vento, de gente.

E quando a gente chega, a mesa posta pergunta de lá: estão à espera do quê?

Depois que termina, a vontade de que durasse mais. E, de saída, desde já agradecemos a próxima vez.

Pois festas são assim. Feitas de muitas festas! Superlotadas de atenção, interesse e dos espaços arranjados tão somente para  preservar as coisas boas.

Esse post vai bem acompanhado de uma bela canção:  “faz também o dia de alguém” 

 

 

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