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A arte de gostar

A arte de gostar: das festas simples

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Quando o assunto é festas, gosto das coisas bem mais simples.

Reporto-me às festas da minha infância. Não as fazíamos com o propósito de serem grandiosas, um espetáculo. As festas aconteciam como uma saída temporária de nossos cantos íntimos. E dá-lhe arranjar espaços para estar com os outros! Casa apertada e gente amontoada no coração em festa.

Pois é isso que significam: concelebrar. Sim, porque independente de todos os acessórios e aparatos necessários à celebração, vale mais a companhia daqueles que realmente nos querem bem.

Daí que prefiro festas simples como uma tentativa de deixar o impessoal de fora do esquema. Afinal, festa são as pessoas. As risadas misturadas à conversa à toa. O entusiasmo contagiando o ambiente. A alegria que se pega no ar, que não queremos que vá, tá cedo. O sorriso alargando-se por reconhecer o que é familiar.

Festa é o que é de nosso convívio. Coisa de manos e chegados. Com hora marcada, para bem receber.  Mas, avisa lá o tempo de que, por antecipação,  estamos em festa há semanas!

Poderia ser um dia qualquer, mas aqui estamos nós para torná-lo diferente. A festa mal começou,  e já o dia é feliz e nos visita. Portas e janelas abertas de sol, de vento, de gente.

E quando a gente chega, a mesa posta pergunta de lá: estão à espera do quê?

Depois que termina, a vontade de que durasse mais. E, de saída, desde já agradecemos a próxima vez.

Pois festas são assim. Feitas de muitas festas! Superlotadas de atenção, interesse e dos espaços arranjados tão somente para  preservar as coisas boas.

Esse post vai bem acompanhado de uma bela canção:  “faz também o dia de alguém” 

 

 

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Barulhinho Bom: Please Don’t Stop The Rain

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chuvalogo-barulhinho-bomPara essa semana está previsto o início da temporada de chuva no Planalto Central.

E o côro é esse: Cai, água! A gente precisa.

Precisa sentir cheiro de terra molhada. Precisa de chuva para levar a impureza da alma.

O post hoje é musical. E advinha qual é o tema? Bingo! Chuva. Ou melhor, banho de chuva.

O barulhinho desta semana apresenta 7 clipes tendo a chuva como protagonista.

Bora, se joga! Solta o som, abra o seu guarda-chuva porque as águas vão cair!

 

Joss Stone – The Love We Had (Stays On My Mind)

Justin Timberlake – Cry Me A River

 

Enya – Only Time

 

Michael Jackson – Stranger In Moscow

 

Marisa Monte – Segue O Seco

Mariah Carey – Through The Rain

Take That – Back for Good

 

Mais alguma sugestão de videoclipe para a nossa lista? É só deixar nos comentários!

 

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A arte de gostar: das músicas lentas

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A photo by Lee Campbell. unsplash.com/photos/1w1OMV8CEeMToda a vida curti músicas lentas. Eu me apaixono rapidinho pela narrativa sensível que entoam. Confesso que elas tocam em um lugar menos refinado de mim, onde mora o sofrer desbragado, a fossa sem disfarces. Gosto também daquelas canções que saem brutais por tanta afetividade demonstrada, que repercute na mente o resgaste das imagens perdidas, do que vem de longe e nunca fica. Na maioria das vezes, as ouço sem necessariamente estar triste ou melancólica. Só quero o clima. Só quero as imagens que não se desgastam do tanto ouvir e ouvir. Ainda que a memória insista em trazer os parceiros de dores e amores, a música lenta costumeiramente me convida para dançá-la só. Ou, quando muito, no canto solo e solto de chuveiro. Mas, ainda assim, ela não me obriga a escancará-la. A comoção do terremoto sentimental explode em silêncio. Ninguém sabe o que se passa a dentro. O instante é meu. Somente meu.

Mas, hoje, só por hoje resolvi expor no balcão, numa espécie de promoção sem motivo, uma seleção de músicas lentas. Selecionei sobretudo as que, ultimamente, me calam profundo.

A-arte-de-gostar

Não há voz que me emocione mais do que a de José Feliciano. Fenômeno inexplicável. Apenas sinto.

Uma breve introdução ao piano e já me dou conta do quanto sou melodramática.

Essa cabe em qualquer momento. Nem precisa pedir licença que eu faço sala o dia todinho.

Essa música deu corda no coração. Só pode. Basta os primeiros acordes para que eu me renda.

A mais sofisticada da lista. O que não soa elegante na voz dessa mulher?

Essa é a mais tristonha. Mas me leva para um estado de contemplação do qual a minha alma se agrada.

Não podia faltar aquele blues para traduzir os meus momentos de introspecção.

E você, curte músicas lentas também? Qual é a sua seleção? Diga aí! Vou amar conhecê-la.

 

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