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Tá no livro: Leitura de verão

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“Este livro é um livro de verão. Fez-se para ser lido à sombra de uma árvore copada, à hora do meio dia, quando pode prestar-se apenas à leitura uma vaga atenção, e quando portanto se querem livros de enredo ligeiro e risonho, que nem resolvam problemas, nem arrepiem os nervos”.

(Prólogo do livro ASTÚCIAS DE NAMORADA, de M. PINHEIRO CHAGAS)

Adoro livros que não me exigem nada além da distração despercebida do que se passa à volta. Inspire-se na citação e escolha as suas leituras de verão e volte aqui para nos contar as escolhas e recomendar as boas leituras.

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Tá no livro (página 200 -201): livrando-se da culpa

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Fan Art by Flominowa.

“Após tirar essas conclusões e resolver, no futuro, sempre agir com o máximo de bom senso, Catherine não tinha mais nada a fazer além de se perdoar e ser mais feliz do que nunca. E a mão clemente do tempo fez muito por ela trazendo imperceptíveis gradações de tranquilidade ao longo do dia seguinte. A extraordinária generosidade de Henry e a nobreza de sua conduta em jamais mencionar o que se passara foram de grande ajuda. Mais cedo do que Catherine poderia supor no início de sua agonia, seu ânimo retornou, e ela ficou perfeitamente confortável de novo, sendo capaz, como antes, de se sentir melhor graças às coisas que Henry dizia. Ainda havia alguns assuntos que a assustavam – a menção de um baú ou de um armário, por exemplo -, e ela detestava ver qualquer móvel feito de verniz da China. Mas até mesmo Catherine admitia que uma lembrança ocasional de sua tolice teria lá sua utilidade”.

(Citação extraída do livro “A Abadia de Northanger“, de Jane Austen)

 

Esse trecho sempre serve-me de consolo e orientação quando cometo atos tolos e injustos. A certeza de quão bom é andar em linha reta leva-me, assim como a heroína, a encarar tais tolices como marcos que, quando revisitados, me instruirão os limites e a importância do agir responsável. Errei. Não me culpo. Responsabilizo-me. De quebra, todo esse esforço ajuda-me a ser mais compreensiva diante das falhas alheias. Fica a dica. Nada como sentir-se livre do desespero gerado pela agonia da culpa. Por isso, amo esse trecho.

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Tá no livro: Cabelos Curtos

- Livros, Tá no livro

Logo-tá-no-livroIsso não fica bem para uma dama, dizia ele. Você parece um garotinho com cabelo curto assim.
Deixe de ser bobo, dizia-lhe ela.
Mas isso não incomoda você?
É claro que suas bobagens me incomodam.
O seu cabelo, dizia ele.
Acho que fica muito bonito assim.
Pode ser bonito se ninguém acha bonito?
Eu acho que é bonito.
E se você for a única?
Isso é muito, muito bonito.
E os garotos? Não quer que eles achem você bonita?
Eu jamais ia querer que um garoto me achasse bonita, a não ser que ele fosse o tipo de garoto que me achasse bonita.
Eu acho que é bonito, dizia ele. Acho que é muito lindo.
Diga isso novamente e eu deixo o cabelo crescer até ficar comprido.

(Extraído do livro Tudo se ilumina, de Jonathan Safran Foer)

Quando li esse trecho, logo lembrei-me de Natalia Osipova, bailarina russa, notabilizada por sua dança atlética e também pela personalidade forte. Afinal, bancar as madeixas curtas, ao invés do clássico coque das bailarinas, não é para qualquer uma. Hoje ela ostenta uma bela cabeleira longa, mas amei muito mais a temporada do cabelo joãozinho.

E você? Gosta de cabelos curtos? Então, confira a nossa pasta de cortes curtinhos no Pinterest. Cada um mais lindo que o outro!

 

 

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