O meu aniversário vem aí. É um dia como qualquer outro. Entenda: não é desprezo ou pedantismo. Apenas, não consigo me colocar em um estado de euforia por conta disso.

Para mim, segue a vida como a tenho vivido todos os dias. Sempre agradecendo a Elohim pela benção do respirar. Contando os meus dias com sabedoria e pedindo que as bençãos em meu favor se estendam a todos os meus queridos, familiares e amigos.

Em silêncio, respeito as minhas demandas internas. São elas que me fazem olhar para trás de forma a guardar na memória de onde vim e porque estou aqui. Não mais lanço o olhar para o futuro sonhando obter apenas as melhorias materiais. Porque não está em mim o afã por coisas terrenas.

Gosto das coisas, mais ainda de ser livre. Minhas prospecções se direcionam para o estar presente. Para trilhar o caminho aqui e agora do que acredito ser o destino impreterível de todo ser humano.

E por fim, reúno esse dia aos anos que vivi. Com as alegrias e tristezas, os acertos e tomadas na cara, tudo sem tirar nem pôr. Coloco-os junto aos cálculos das perdas de pessoas queridas e dos sonhos esquecidos, das realizações e dos afetos conquistados, da dádiva da liberdade e da energia daquilo que acredito ser a joia rara de todos os tempos: o amor. De maneira que, em matéria de aniversário, é o que me basta.

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