Filmes: três histórias sobre encontros que transformam a vida

- Filmes

A pequena lista privilegia os filmes que não só cantam como encantam. Um larilarilalá por segundo, e alma vai ficando mansinha, mansinha. E se há música, porque não o apetite pela fama? A prefaciar tudo isso, claro, a velha companheira de luta desde a Disney: a narrativa do sonhos, mais popularmente conhecida como “cantar, dançar, ser e aparecer sempre foi o meu sonho”.  Mas não são esses os elementos que explicam a reunião de tais filmes nesse post. A possibilidade de sonhar juntos com o fim de construir a realidade desejada es lo que tenemos acá.

1. La la land

 

Eu me segurei para não tascar mais um “la” ao título já cantante por si só. O filme, envolvente, tem uma plástica linda. A história fala sobre o encontro entre a atriz Mia e Sebastian, um músico de Jazz. E o que se segue, a partir de então, é o climão de “vai dar romance” até que entendamos que, no meio do caminho…bem, o clima romântico não disfarça: a aliança inegociável é com a ambição. Como diz a canção “Someone in the Crowd” “seja uma pessoa pronta para ser encontrada por alguém na multidão que, por sua vez, a levará aonde você quer realmente ir”  e extraia desse encontro o que é importante apenas para si mesma. Sem culpas ou ressentimentos. Para fins desse post, o que interessa aqui é que a relação entre os personagens serviu como meio para o alcance dos objetivos almejados. E a ausência da contrapartida esperada pelo respeitável público não muda o fato de que, mesmo sem oferecer nada em troca,  pessoas passam por nós e modificam alguma coisa. No melhor estilo “faça sempre ao contrário do que esperam de você”, La la land, certamente é um filme que desafia as nossas expectativas.

2. Mesmo se nada der certo

 

Já falamos sobre ele aqui ó.  Quem viveu um dia ruim,  sabe o quanto é fácil passar-se despercebido em meio à multidão presa à euforia cotidiana do “nada está acontecendo, mas façamos de conta que está”.  Em dias assim, seria bom encontrar quem sintonizasse na sua frequência e captasse o seu grito de socorro.  Nesse filme,  a ajuda é mútua. O interesse compartilhado é o de olhar sim para os sonhos, sem esquecer-se  do outro que está lá: na dependência de sua própria má companhia, pouco consciente de que precisa de alguém que lhe estenda a mão. Para acompanhar a boa música criada pela sintonia fina entre Gretta e Dan, o longa traz à luz a escuta atenta aos sons que a alma toca.  O filme é sobre encontrar gente com histórias e experiências que nos ajudam a transformar os tombos de percurso em algo aproveitável na vida.


3. Apenas uma vez

 

Por último, e o mais lindo a meu ver, o filme fala com simplicidade e despretensão da arte do encontro. Aqui a relação se dá na perspectiva da entrega. Há o sonho, mas acima dele, há a vida e, claro, as pessoas que amamos. A fórmula do encontro é usada para unir os protagonistas ao objetivo comum de construir um caminho. Sabe quando alguém aponta o dedo em determinada direção a fim de lhe mostrar algo? A mensagem não está no dedo. Está no alvo indicado, seja ele um caminho, o horizonte, a lua ou as estrelas. Tudo bem, é certo: até que ambos os personagens compreendessem a melhor formar de encontrar o caminho,  olhavam apenas para o dedo como se fosse a única solução cabível. Mas no fim sobressai-se o fato de que as histórias distintas dos protagonistas e os seus próprios sonhos não os impediram de apoiar-se um no outro de forma desprendida e desinteressada. Por fim, o olhar maduro sobre a vida revela a importância de cultivar os sonhos com jovialidade e realismo.

That’s all, folks! Gostaram da seleção? Agora, queremos saber. Dentro do tema abordado nesse post, quais filmes você indica?

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