Livros: Ilha deserta

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Esse livro foi uma grata surpresa para mim. Estava lá em minha estante, pequeno, escondidinho. Peguei-o, pouco entusiasmada, ainda em dúvida se era de fato o livro que deveria ler.

E, como se para  provar a máxima que diz é “dos menores frascos que saem os melhores perfumes”, ele (o livro) me mostrou que dentro daquelas páginas, um mundo novo estava por descobrir pelo olhar de pessoas as quais não conheço pessoalmente, mas que me mostraram um universo de possibilidades literárias.

E, nessa brincadeira, séria, diga-se de passagem, me senti desafiada.

Imagine a situação: ir para uma ilha deserta com a possibilidade de levar consigo 10 livros apenas. Quais levaria? Decisão dificílima essa, não? Pois, eu diria que é justamente na limitação  que reside a graça desse desafio.

Oito náufragos corajosos toparam o desafio.

escritores

1.Bernardo Ajzenberg/2.Carlos Heitor Cony/3.Contardo Calligaris/4.Manuel da Costa Pinto

5.Maria Rita Kehl/6.Moacyr Scliar/7.Nuno Ramos/8.Nina Horta

Na ilha deserta de cada uma dessas sete ilustres e bem sucedidas figuras, destaques em vários segmentos da cultura, estão elencados livros dos mais diversos estilos. Chamaria de uma biblioteca estilosa repleta de clássicos. E clássico que se preze  jamais sai de moda.

A cada página lida, me senti cada vez mais envolvida e ávida por descobrir tudo aquilo que eles já haviam lido. A maneira  de falar sobre os livros, como se fossem companheiros de longa data, chamou-me a atenção.

E sabe o que mais aprendi ao lê-lo? Sobre o poder do convencimento. Convencer alguém sobre algo não é uma tarefa fácil. Instigar a curiosidade do outro  à leitura de um livro é arte para poucos. Arte de escrever com gostosura, acrescentando um pouco de si, sem revelar a história, porém oferecendo um mundo de descobertas para uma experiência literária prazerosa.

Outro aprendizado que levo comigo após a leitura desse livro tem a ver com a responsabilidade de escrever sobre a obra de um autor. Em tempos de resenhas vazias e sem conteúdo, se destacam aqueles que saem do lugar comum. A leitura de Ilha Deserta é uma ótima pedida para quem prentende opinar sobre uma obra sem ser chato, nem didático. Resenhar, meus caros, é arte.

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1. Veja bem: Ilha do Mel no Paraná. Ponha 10 livros na mochila e aventure-se.

2. Toda ouvidos: This is where I long to be/La isla bonita/ And when the samba played/
The sun would set so high. Madonna já cantava sobre uma ilha bonita, onde ela queria estar.

3. Mete o nariz: Dá só uma espiada na seleção de discos que Bill Gates levaria para uma ilha deserta.

4. É de dar gosto: Já se imaginou sobrevivente de um naufrágio em uma ilha deserta? Então, reúna amigos e divirtam-se com o jogo colaborativo Robinson Crusoe: Adventure on the Cursed Island.

5. À flor da pele: Oswaldo Montenegro emocionando com as palavras. Interpretação belíssima e forte da atriz Vanessa Giácomo. Ouça, sinta “Ilha não é só um pedaço de terra“.

E aguardem, pois esse post ainda renderá um projeto bem bacana aqui no blog.

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