Querido blog: rumo ao terceiro mês – aprendizados, reflexões e inquietações

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Gosto muito de blogs. Amo lê-los. Amo fazê-los. Amo criá-los. Houve época em que os criei a rodo. Total descontrole, eu sei. Mas, a promessa de planejar o itinerário do conteúdo e a apresentação do layout soava-me muito atraente para além do bom senso. Tornei-me uma criatura totalmente aficionada pela referida arte de cujas tarefas que mais gosto são a pesquisa e a criação. São elas as etapas que propiciam um mundo de possibilidades a explorar. Vez sim, vez não, me deparo comigo mesma espantada com a variedade de achados que um único tema é capaz de desencadear. Amo a inspiração que tudo isso evoca. Amo todo o esforço gerado apesar de, às vezes, pegar-me a reclamar de tanto trabalho. Palavras vãs. Porque, claro, tudo que exige esforço não acontece no modo abracadabra. Escrever em um blog, então, nem se fala!

Você sabe quanto passos vão dar em um post publicado? Sair do lugar comum, descobrir as primeiras coisas de uma série de outras, reescrever uma, duas, três e tantas vezes forem necessárias até desenvolver voz autoral, formar leitores e acompanhar-lhes em seus avanços, conquistar credibilidade e depois começar tudo de novo no minuto seguinte. Enumerei alguns passos, mas a tarefa avoluma-se em variados portes, tamanhos e intensidade. Mas, aí estão passos que demonstram o quanto é preciso ser talhado para isso ou, no meu caso, o quanto é preciso fazer-se nascer para isso. Pois quando o assunto é autopromoção…

As dificuldades se avolumam. Antes de tudo, preciso dizer: é coisa minha, nada contra quem faça e, na verdade, eu quero muito aprender a fazê-lo, mas, nesse instante, eu não sei dizer “Eu estou aqui. Olhem pra mim”! Sou de uma época em que publicava-se o post e os leitores simplesmente apareciam e mandavam ver na conversa. Simples assim. Mas as coisas mudaram. Se você não aparece, você não existe. Com o SDL, queremos dizer que existimos.

Tenho aprendido muito com esse blog.  Sua dinâmica tem me permitido desenvolver uma expressão artística bem como a visão empreendedora que, não vou mentir, ainda engatinha em mim. Mas, não estou parada. Estou a caminho, botando à prova os meus conceitos e preconceitos. Sou turrona. Não abandono as minhas desconfianças facilmente. Nesse mundo dos blogs há certezas demais pro meu gosto acerca das regras ao estilo “faça isso, faça aquilo”. A maioria delas inscrevo na categoria “é um caso a se pensar”.  E quer saber? A relevância dos blogs fora da caixinha é uma aposta que faço para o futuro. Enquanto isso, O SDL está ainda em busca de criar uma identidade, sem jamais abrir mão da sua individualidade.

Também não quero cair no erro da arrogância ignorante. Publico em blogs, desde 2006, e o cômputo do meu aprendizado resume-se ao nada sei. Aprender é bom e estou estudando seriamente a atividade. Colho informações com alguns que parecem sérios especialistas na área. De outra parte, desaprender tem provado ser boa coisa também. Portanto, reterei o bom e, quando me aprouver, o desconstruirei para testar hipóteses outras. Por fim,  descartarei o que não se adequa à minha visão acerca das coisas. Blogar hoje tem mexido com sonhos e ilusões de  muita gente e a conversão disso em decepção é daqui pra ali. Quantos milhares de blogs não morrem todos os dias? Sendo assim, o que precisamos agora é de menos nuvem e mais chão.

Reconheço que ainda possuo um olhar um tanto quanto distanciado das inovações midiáticas dos blogs enquanto fenômenos de marketing. Para falar a verdade, sou versão 1.0 em quase tudo. Utra-romântica também. É a Rê, a pragmática, que me situa acerca do vasto mundo onde o novo fenômeno se instala. Com ela aprendi a pensar longe sem perder de vista o-aqui-de-onde-falo-e-de-onde-estou. Estamos no começo, mas saber de onde viemos é primeiro passo. No mais, há foco. Foco em não deixar que o imperativo de fazer e acontecer nos torne escravas do tempo e do próprio blog. Vamos de fininho, pois, há a regra de ouro de não deixar que as metas, sonhos e projetos se distanciem da nossa biografia, mas, que tão bem caminhem lado a lado. Pois tempo há de sobra, não tem pressa.

Por ora, continuamos aqui, sempre em processo de construção. De vez em quando, exporemos aqui as nossos aprendizados, desconfianças, dúvidas, erros e acertos. Acompanhe-nos.

Por enquanto é só, pessoal!

 

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