Tá no livro (página 200 -201): livrando-se da culpa

- Tá no livro

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“Após tirar essas conclusões e resolver, no futuro, sempre agir com o máximo de bom senso, Catherine não tinha mais nada a fazer além de se perdoar e ser mais feliz do que nunca. E a mão clemente do tempo fez muito por ela trazendo imperceptíveis gradações de tranquilidade ao longo do dia seguinte. A extraordinária generosidade de Henry e a nobreza de sua conduta em jamais mencionar o que se passara foram de grande ajuda. Mais cedo do que Catherine poderia supor no início de sua agonia, seu ânimo retornou, e ela ficou perfeitamente confortável de novo, sendo capaz, como antes, de se sentir melhor graças às coisas que Henry dizia. Ainda havia alguns assuntos que a assustavam – a menção de um baú ou de um armário, por exemplo -, e ela detestava ver qualquer móvel feito de verniz da China. Mas até mesmo Catherine admitia que uma lembrança ocasional de sua tolice teria lá sua utilidade”.

(Citação extraída do livro “A Abadia de Northanger“, de Jane Austen)

 

Esse trecho sempre serve-me de consolo e orientação quando cometo atos tolos e injustos. A certeza de quão bom é andar em linha reta leva-me, assim como a heroína, a encarar tais tolices como marcos que, quando revisitados, me instruirão os limites e a importância do agir responsável. Errei. Não me culpo. Responsabilizo-me. De quebra, todo esse esforço ajuda-me a ser mais compreensiva diante das falhas alheias. Fica a dica. Nada como sentir-se livre do desespero gerado pela agonia da culpa. Por isso, amo esse trecho.

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